<< Stand Up Paddle – SUP

História no Brasil

Décadas de 30 e 40: Poucos sabem, mas no final da década de 30, na cidade de santos, Osmar Gonçalves e Juá Haffers, seguindo os passos de Thomas Rittscher, o primeiro surfista do Brasil, cançados dos intermináveis dias de flat de verão (flat significa, mar sem onda “mar liso”) e loucos para aproveitar ao máximo a sensação de liberdade e conexão com o oceano que o surf lhes proporcionava, tiveram a idéia de usar remos em suas pranchas para manter o preparo físico e treinar o equilíbrio. E assim, quando não havia ondas, para surfar, os amigos treinavam o equilíbrio e impressionavam as garotas remando em pé.

Entre ondas e remadas, as aventuras de Osmar e Juá duraram cerca de sete anos. Juá parou um pouco antes. Por conta da entrada do Brasil na Segunda Guerra, alistou-se como piloto na Força Aérea e fez a Campanha do atlântico Sul, protegendo comboios de navios contra submarinos nazistas; depois, se mudou para São Paulo.

Osmar seguiu surfando e remando até aproximadamente 1946, quando se casou e foi morar no interior de São Paulo, onde adotou a vela em represas como hobby. Dessa forma, o stand up paddle (ou o beach boy surfing à brasileira) ficaria adormecido até seu renascimento no Hawaii.

Início dos anos 2000: O SUP começa a se tornar popular no arquipélogo havaiano e, como não podemos deixar de ser, o esporte chamou a atenção de alguns brasileiros nas ilhas. Entre eles os big riders Haroldo Ambrósio, Jorge Pacelli e Vitor Marçal – este um representante salva-vidas radicado em Oahu que, de férias no Brasil, a conviote de Luís Gontier, o Pipo, propietário da Gzero, foi provavelmente o primeiro brasileiro a remar em uma prancha feita para SUP em águas tupiniquins.

Na verdade, não se sabe exatamente quem foi o primeiro a promover o renascimento do SUP por aqui, mas há um consenso de que o esporte chegou primeiro em São Paulo, Murilo Brandi, Jorge Pacelli e Haroldo Ambrósio começaram a ser vistos com certa freqüência remando em pé sobre longboards enormes no Guarujá.

Nessa época, as pranchas de SUP eram uma raridade e o esporte era praticado na base do improviso, como conta Hilton Alves, artista plástico responsável pelos cartazes do Circuito Mundial de SUP, hoje radicado em Oahu e um dos primeiros adeptos no Brasil: “No início de 2006, vi uma fotos do Laird Hamilton surfando de prancha e remo e aquilo ficou na minha cabeça. Pesquisei muito e percebi que era impossível achar o equipamento no Brasil.

Até que, pouco tempo depois, vi o Jorge Pacelli e o Haroldo Ambrósio surgirem remando na praia do Tombo. O Haroldo me passou algumas informações sobre o esporte e eu fiquei fissurado! No dia seguinte, pedi emprestado um longboard do meu amigo Fabio Boturão, que era um pouco maior do que as pranchas tradicionais, e vi que era possível ficar em pé.

Para fazer o remo, acabei aproveitando um cabo de uma enxada e fiz eu mesmo a pá!” Historias como a de Hilton não eram tão raras nesses primeiros anos do renascimento do esporte por aqui. O jornalista Herbert Passos Neto, por exemplo, comprou seu primeiro remo em uma loja de pesca, na cidade de Santos: “A pá era pequena, mas foi bom pra entender como funcionava na onda”, conta.

Assim, a novidade foi se espalhando por nosso litoral e novos pioneiros começaram a se aventurar. Na base do improviso e da pesquisa, atletas como Alessandro Matero, Evandro Santos, Jairo Pontes, Picuruta Salazar, entre outros, cada um a sua maneira, passaram a praticar o esporte, ao passo que shapers como Fábio Chati, Luiz Juquinha, Neco Carbone, Cláudio Pastor, Magno Matoso, Kaneca, Adriano Teço, entre outros, passaram a pesquisar mais a fundo e a produzir pranchas efetivamente de SUP.

Um mercado começou a surgir e empresas como a Gzero e Art in Surf passaram a investir em tecnologia e equipamentos voltados para o stand up paddle.
A semente estava plantada e já começava a dar frutos. Nos anos seguintes o SUP apareceu em outros lugares como Brasília – onde hoje é uma verdadeira febre -, em Mato Grosso, Amazonas e pelo nordeste nas cidades de Salvador e Fortaleza. E assim, como acontece no resto do mundo, o SUP segue crescendo e conquistando

2009: – Inspirada na A.S.U.P.P. (Association of Stand Up Paddle Professionals), os amigos Ivan Floater e Romeu Bruno, convidaram atletas de várias partes do país para participarem de uma associação e fundam no dia 24 de junho de 2009, A.B.S.U.P. (Associação Brasileira de Stand Up Paddle), e nomeiam como Presidente Ivan Floater.

A associação tem como objetivo organizar nacionalmente o esporte de prancha que atualmente mais cresce no mundo. Dessa forma a ABSUP torna-se o órgão máximo do esporte no país, sendo, portanto a entidade que gerencia e determina os critérios de homologação e organização de todas as competições nacionais profissionais e amadoras e definindo os padrões técnicos dessas competições. A ABSUP tem atualmente 16 membros no seu conselho, atletas e empresários de vários estados do Brasil, sendo estes os legítimos sócios fundadores da entidade.

2010: – Acontece pela primeira vez uma etapa do Circuito Mundial de SUP Wave no Brasil, Ibiraquera Wave Contest 2010, realizado na praia de Ibiraquera em Imbituba-SC.

2011: – É realizado o primeiro Circuito Brasileiro de SUP Race da ABSUP, com 4 etapas (Osório-RS, Brasília-DF, Fortaleza-CE e Salvador-BA). E o campeão na principal categoria, Profissional 12.6, foi o paulista Luiz Guida “o Animal” que venceu todas as 4 etapas, na categoria Unlimited Profissional para pranchas maiores de 12.6 pés, o campeão do circuito foi o carioca Roberto Lopes de Araújo “o Bob”. Na categoria amadora SUP Surf para para pranchas até 12.2, o campeão foi o paraibano conhecido como Júnior Manteiga, hoje em dia essa categoria passou a ser chamada de Fun Race.
– Acontece pela segunda vez uma etapa do Circuito Mundial de SUP Wave no Brasil, Maresias World Tour, em São Sebastião-SP.

Fontes: Site da ABSUP, Revista Fluir Stand Up e Blog Manobra Radical.


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