<< Stand Up Paddle – SUP

História no mundo

Povos da antiguidade: A expressão stand up paddle, usada para identificar um dos esportes que mais crescem no mundo, traduzida ao pé da letra significa “remar em pé” e representa uma prática adotada ao longo de séculos por várias civilizações. Exemplos não faltam: desde tripos indígenas da Ásia e da Amazônia, as de origem Tupi e Guarani navegavam e pescavam nos rios em suas “Ubaás”, estreitas canoas que eles se equilibravam para se deslocar entre os igarapés e estuários dos rios; passando pelos moches peruanos que usavam artefatos chamados de “Cabillitos de Totora” que até hoje podem ser vistos em muitas de suas praias; pelos povos árabes do mediterrãneo a bordo de seus “Hasakes”; Entretanto, foram os Polinésios, detentores do mais simples e eficiente modelo de navegação já criado pelo homem, a canoa havaiana, que criaram o Ku Hoe, o ancestral do que viria a se tornar o SUP moderno.

Os antigos polinésios saíam para pescar em suas pesadas embarcações de madeira e naturalmente, aproveitavam a energioa das ondas para voltar à praia mais rápido surfando as ondulações do oceano e usando o remo como quilha. Estes povos passavam horas ao mar percorrendo muitas vezes dezenas de quilômetro para garantir o “peixe de cada dia”. Isto era possível devido às técnicas de navegação de remada somando ao aproveitamento da energia da natureza como o vento e as correntes marítimas e as própias marolas do alto mar. Apesar de rudimentares essas técnicas eram bem eficientes e possibilitaram aos ploinésios que eles usufruíssem ao máximo a força de seu trabalho na pesca. Ou seja, remar em pé não é exatamente uma atividade nova nem exclusiva de determinada região.

Anos 40: No entanto, o stand up paddle como conhecemos hoje começou a tomar forma no Hawaii dos anos 40, através dos professores de surf de Waikiki, conhecidos como Brachboys. Com fim da Segunda Guerra mundial, o turismo no Hawaii vivia dias de efervecência. Oahu era a ilha mais famosa e Waikiki, a praia mais badalada. O surf e a canoa havaiana eram as grandes vedetes dessa remota ilha do pacífico. Milhares de turistas procuravam os Beachboys loucos para aprender a correr ondas e também ávidos por uma recordação desse momento tão esécial. As pranchas daquela época, como se sabe, eram enormes e semelhantes em tamanho aos SUPs de hoje, permitindo que o surfista se mantivesse em pé mesmo sem estar surfando. Dessa forma, durante as aulas, com o auxílio de um remo de canoa havaiana, a prática de remar em pé era adotada pelos professores que aproveitavam a amplitude da visão proporcionada para controlar seus alunos e também fotografálos. E, entre uma aula e uma foto, muitos usavam o remo também durante o surf. Essa atividade ficou conhecida como “beach boy surfing”.

A prática começou a cair em desuso com a invenção das máquinas à prova d’água e com os novos rumos seguidos pelo surf, porém alguns locais (termo usado para quem mora e frequenta uma determinada praia) seguiram surfando com remos em Wakiki. Entre eles, John Zapotocky, considerado hoje uma lenda do esporte. Em 2010, aos 91 anos de idade, Zapotocky foi a atração de um encontro de stand up paddle promovido por Todd Bradley (CEO da C4 Waterman, uma das principais marcas do segmento) e deixou todos de boca aberta ao entrar na ágaua e remar junto com os participantes. As imagens podem ser conferidas no YouTube pelo link: htyp://www.youtube.com/watch?v=F7OYrpoiNGA

Anos 90: Surfistas como Zapotocky seguiram mantendo a tradição do beach boy surfing ao longo dos anos 90, através de Laird Hamilton e Dave Kalama.

Durante um ensaio fotográfico, a bordo de enormes longboards com cerca de 12 pés, em ondas muito pequenas, eles rapidamente ficaram entediados e foram em busca de algo novo. “Eu tinha um par de remos comigo e decidimos usá-los para sair um pouco da rotina. Foi cômico, pois os remos eram pequenos e tínhamos de ficar curvados, mas mesmo assim foi divertido. No dia seguinte, Laird apareceu com remos maiores e passamos a praticar cada vez mais, viciamos. Demorou mais do que pensávamos para explodir, mas já virou febre”, reveloi Kalama à entrevista à revista “Stand Up Paddle Surfing Magazine”, em 2007.

A figura mítica de Laird Hamilton, somada às novas tecnologias, capazes de conceber pranchas enormes, leves e resistentes (bem diferentes da época dos beach boys), era o que falatava para a explosão e o renascimento do esporte. O SUP desde então cresce de maneira exponencial, ganhando novas vertentes, modalidades e adeptos no mundo todo.

Fontes: Site da ABSUP, Revista Fluir Stand Up e Blog Manobra Radical.


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