<< Natação em Águas Abertas

História no Mundo

Povos da antiguidade: Podemos dizer que a história da natação se confunde com a história das maratonas aquáticas.

Desde os primórdios, a natação só era praticada em locais de águas abertas: rios, lagoas, enseadas, baias e mesmo em mar aberto. As primeiras piscinas eram pontas de rios ou à beira de atracadouros e portos, depois surgiram os cochos nas margens dos rios, ou seja, com água corrente natural.

Piscinas como atualmente são conhecidas, só mais recentemente. Estas tiveram o seu grande desenvolvimento na década de 50, de tal maneira que se criou uma espécie de preconceito com a prática de natação em águas livres. Passou a ser moderno praticar natação em tanques fechados com água tratada e mais transparente: “Águas turvas, escuras era considerado locais impuros”.

As primeiras travessias realizadas no mundo que se tem registro foram:
– Poderiam ser citadas várias, mas vamos ficar com a proeza do assim chamado herói: Leandro, um grego, que afastado de sua amada, a sacerdotisa Heros, pelo estreito de Dardanelos, que separa a Ásia de Europa, fazia todas as noites esta travessia numa distância de 1.300m à 1.906m aproximadamente, ao anoitecer e antes de clarear o dia retornava. Sua amada iluminava com uma tocha do alto de uma colina, orientando a sua rota. Séculos mais tarde (em 1830 aproximadamente) o inglês Lord Byron, um filósofo, poeta e esportista fez ele mesmo a tal travessia provando não ser uma lenda…
– Heródoto conta em seus escritos, a façanha do grego Scillias, a que Jerjes, o Rei dos Persas, ordenou-lhe que retirasse das águas profundas, um enorme número de objetos de grande valor, afundados com uma frota Persa, durante uma terrível tempestade no mar. Scillias fugiu, nadando 12km de volta a sua pátria.
– Comandantes militares: Durante vários momentos da história vários comandantes como o Imperador Romamo Julio César ou mais recentemente o líder comunista Chinês Mao Tse Tung demonstraram suas habilidades nadando longos trechos em travessia.
– O africano Scipion, revestido de uma couraça, treinava seus soldados fazendo-os cruzar os rios a nado, dando o exemplo nadando na frente deles.

1810: O nobre inglês Lord Byron, um filósofo, poeta e desportista, de 22 anos, nadou o estreito de Dardanelos, indo de Abydos até Sestos, nadando 1.906 m, provando não ser uma lenda tal travessia, onde conta a história do grego Leandro quando na ocasião ía ao encontro de sua amada Heros. Durante vários momentos da história, vários comandantes como o Imperador Romano Julio César, ou mais recentemente, o líder comunista Mao Tse Tung, demonstraram suas habilidades nadando longos trechos em travessias.

1875: Dia 24 de agosto, Matthew Webb aos 27 anos conseguiu com êxito vencer a mais famosa das travessias pela primeira vez – o Canal da Mancha “33 km” (chamada pelos ingleses de canal da Inglaterra – English Channel). Ele saio de Dover-ING ate a Calais-FRA com o tempo de 21h39min utilizando o estilo de bruços clássico. O crawl não era muito utilizado e conhecido até então. O grande adversário deste desafio é a temperatura (entre 12º a 17º) e as águas revoltas. Webb nadou 63,5 km, quase em ziguezague, para alcançar o outro lado da costa.

(Matthew Webb era um simples marinheiro, natural de Shropshire, Inglaterra, havendo aprendido a nadar no rio Sevem, próximo à sua casa. Tinha um biótipo forte e meio atarracado. Acostumado a desafios, em seu trabalho Webb ajudou a organizar esforços de resgate de cargas, desenrosco de hélices propulsoras, etc. que exigiam dele grande habilidade natatória no mar além de desenvolver em si, um sentimento voluntário para tais tarefas. Em 1873, em uma de suas viagens, um marinheiro do navio Rússia cai no mar durante uma forte tempestade. Institivamente, Webb joga-se ao mar para salvá-lo, em pleno Atlântico Norte. Apesar de não conseguir realizar o salvamento, com muito esforço num mar agitado, webb conseguiu ser resgatado. Na Inglaterra, foi condecorado pela Marinha Mercante por seu ato de bravura e passa a ser chamado informalmente de “Capitão”).

1952: Nasce a Federação Internacional de Natação de Longa Distância (FINLD), como a FINA (órgão que regulamenta a natação internacional) não demonstrava interesse neste tipo de provas, um grupo de nadadores amadores e profissionais fundou tal entidade. Esta federação aceitava os nadadores profissionais uma vez que a FINA era irredutível quanto ao espírito amadorista não admitindo qualquer tipo de premio. Durante vários anos foram realizados os campeonatos mundiais supervisionados por esta nova federação com prêmios em dinheiro inclusive. Mais recentemente, com as mudanças dos critérios do amadorismo pelo Comitê Olímpico Internacional, a FINA incorporou a FINLD e passou a supervisionar os campeonatos mundiais, que são disputados nas distancias de 5 km, 10 km e 25 km.

2005: No dia 27 de outubro de 2005, o COI – Comitê Olímpico Internacional, oficializa as Maratonas Aquáticas como “Esporte Olímpico”.


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